Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

Não é para chegar, é uma carta de ficar

 Para mim e para você, escrevo que, daqui onde me encontro,

você está longe e perto, e eu estou sozinho e não.

 Do que sinto, aviso que é forte mas não perigoso,

é como um grande lago sereno,

eu sou o píer, quase me precipito,

você é todo o resto, toda a água, tudo que há.

Mas somos dois e em vez de par, somos ímpares.

 Estou possuído por você e ao mesmo tempo permaneço impermeável,

amo a seco, e rendido.”

Martha Medeiros em Cartas Estraviadas e outros poemas 

 

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