Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

Arquivos Mensais: junho 2011

Pratododia

Desejo que haja cumplicidade. Que o entendimento aconteça no olhar. Que as palavras sejam estilingues e não pedras. Desejo que haja tolerância e muita paciência. Que os defeitos de um, não machuquem o outro. Que as qualidades de um, não ofusquem o outro. Desejo que o tempo seja generoso. Que os dias passem em paz. Que as noites sejam de festa. Desejo que a a rotina não seja cruel. Que a paixão seja sempre descoberta. Que o abraço seja sempre conforto. Desejo que as vontades caminhem de mãos dadas. Que as diferenças e distâncias só sirvam para aproximar. E que a fé no amor, seja salvação para todos os dias.

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Tá bem

Eu caso, se preciso for. Eu amo você, por mim tudo bem. Conheço seus pais e faço ambos me amarem como você me ama – ok, não exatamente como você me ama. Onde você pedir com jeitinho e beicinho, eu assino. Mas deixa eu me embriagar com o aroma, a cor e a textura das suas coxas. Agora e pra sempre.

Você pula. Eu pulo.

Venha, não tenha medo. É só o mar. Não, eu não sei nadar. Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem. Mas eu não sei. Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir. Eu não sei. Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi você como você é, e é por isso que estou aqui. Confia. Não sei. Pode vir. Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. Não tem fundo, mas eu te ajudo a flutuar. Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você quer como eu quero? Quero. Então eu te ajudo.Vem.

Não precisamos ficar sozinhos

 
Pensei que eu já tinha me apaixonado antes, mas meu coração queria mais.
Parece que tudo que eu estava realmente fazendo era esperar você.

Do avesso

Tem gente que se irrita, porque eu canto que todo mundo vai pegar a sua pasta e ir pro trabalho de terno, enquanto vou dormir depois de uma noite de trepadas incríveis. Mas o dia-a-dia não é poético, todo mundo dando duro e a cada minuto alguém sendo assaltado ou atropelado. Então, vamos transformar esse tédio numa coisa maior. Li uma vez que você vive não sei quantas mil horas e pode resumir tudo de bom em apenas cinco minutos. O resto é apenas o dia-a-dia. Um olhar, uma lágrima que cai, um abraço… Isso é muito pouco na vida. Então, isso vale mais que tudo para mim. Prefiro não acreditar no day after, no fim do mundo, no apocalipse. Um dia, ainda vou andar na nave espacial Columbus. Bêbado, lógico, mas vou andar!

Penso, sinto e quero

Sei que dentro de você moram sorrisos. Alguns você deixa escapar, os outros esconde no escuro, pra eu procurar. E eu gosto do jogo.

Só sorriso

Como você poderia saber
Se nesse mundo seu
Você não dá motivos ao sol
Pra clarear nova era

A diferença

Assim

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o bom que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.

Então

Aquela coisa que a gente suspeita que nunca vai acontecer. Aconteceu.

Quero nós

Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

E quem irá dizer que não existe razão?!

E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser.

É mais de dentro

– Você se pergunta por que as coisas têm de ser do jeito que são?
Eu fiz que sim com a cabeça, sem ter muita certeza de, com aquela conversa, aonde queria chegar.
– Tenho pensado muito sobre isso.
Mais do que o habitual? Eu queria perguntar, mas não fiz. Percebi que ela tinha mais coisas a dizer e fiquei em silêncio.
– Eu sei que há planos para todos nós, mas, às vezes, não consigo entender qual é a mensagem. Isso acontece com você?
Ela dizia isso como se fosse algo em que eu pensava o tempo inteiro.
– Bom – eu disse, tentando blefar -, não acho que tenhamos de entender o que acontece o tempo todo. Eu acho que, às vezes, é preciso simplesmente acreditar.”

Melhor mesmo é não saber o fim

Se a gente já soubesse como vai ser a viagem
antes mesmo de comprar nossa passagem
a gente já virava pro outro lado e dormia, tão só.

Se a gente entendesse que há um ciclo no amor
começa pela cura, mas termina com a dor
a nossa cama pra sempre estaria vazia.

Das coisas que não sei o nome

Percebem como é vago? Tenho que dizer isso porque não sei como se chama. O que agrava as coisas, pois sempre é muito mais fácil lidar com algo batizado, classificado e supostamente compreendido. Será o inverno chegando? Aqui no Sul temos inverno brabo e este final de maio deixa no ar uma espécie de calafrio de antecipação: quer-se de repente estar no Caribe ou na Bahia para não ter que atravessar as geadas e os gelos de junho e julho para chegar despedaçado em agosto e, a partir de setembro, tentar reunir os cacos outra vez.

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