Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

Arquivos Mensais: março 2012

Não passa não

Nosso amor foi o fio no labirinto,
a rede embaixo de quem caminha na corda bamba,
a única coisa verdadeira
e confiável nessa minha vida estranha.
Sinto que meu amor por você tem mais
densidade neste mundo do que eu mesmo tenho;
como se pudesse permanecer
mesmo depois da minha morte
e te rodear, te proteger e te segurar.
Te amo, sempre.
O tempo não é nada.

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Talvez todo dia

Permita-me

.

.

.

Sabe, por exemplo, que a amo até a demência.

Retrato em Branco e Preto

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto

Ir longe

.

.

A única coisa mais inconcebível do que ir embora era ficar. A única coisa mais impossível do que ficar era ir embora. Eu não queria destruir nada nem ninguém. Só queria sair de fininho pela porta dos fundos, sem causar alvoroço nem conseqüências, e depois só parar de correr quando chegasse à Groenlândia.

Das várias vezes que se vai

.
.
— E o que a gente vira quando vai embora de alguém?
E o Senhô respondeu:
Uns viram pó. Outros caem igual estrela do céu. Outros só viram a esquina… E têm aqueles que nunca vão embora.
— Não? E eles ficam onde, Senhô?
— Na lembrança.

Só de ti

.

Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão.

Sem fim

E aqui dentro, igualmente, a verossimilhança que denuncia o brilho dos teus olhos ocultos. Você não passa. Você não sara. Você não finda. Você não seca. Você não cessa. Você não morre.

Sem cura

E o seu amor que agora era impossível, que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E ‘eu te amo’ era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

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