Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

Pra lá

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Mas também, às vezes, a Noite é outra: sozinho, em postura de meditação (será talvez um papel que me atribuo?), penso calmamente no outro, como ele é: suspendo toda interpretação; o desejo continua a vibrar (a obscuridade é transluminosa), mas nada quero possuir; é a noite do sem-proveito, do gasto sutil, invisível: estoy a oscuras:

eu estou lá, sentado simples e calmamente no negro interior do amor. 

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