Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

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Coisa de mais

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Sinto meus olhos pesados. Sinto um vazio pesado. Sinto agora que deveria entregar essa carta. Uma carta feita para não ser lida, que quase não foi escrita, agora quase será entregue. Sinto um coração em pedaços em um corpo que tenta reagir. Se mexe, vive e fala. Enquanto por dentro cai e morre. Ouço músicas de amor. Não consigo concordar, nada que foi escrito-gravado-produzido-lançado-colocado no spotify parece ser o que sinto. Por dentro cai e morre. E esse sou eu ou o amor morrendo? Uma banda que acabei de conhecer e ouço agora (Foxygen) me lembra um pouco The Kinks. É bom até. Será que se te mostrasse ia gostar? Não sei se te mostraria. O item 1 (e único até agora) me volta em mente. Tem tanta coisa na minha cabeça, na verdade coisa de mais. E ainda assim parece um campo vazio.

Vazio.

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Cuida dela

Diz pra ela que o meu bom dia ainda é dela. E que, se der, outro dia a gente se esbarra e eu levo umas flores pra ela. Faz dela um porto inseguro pra não se deixar levar pela rotina da maré calma. Beija o nariz dela que ela acorda na mesma hora e ainda dá uma espreguiçada com um sorrisão de partir o meu coração por não poder mais acordar ao lado dela. Cuida dela com ternura. Essa garota precisa de alguém com tempo e com todo o coração do mundo pra entender a alma dela. Deixa ela descansar a cabeça no seu ombro, mesmo que você sinta um pouco de medo de se mexer. Eu nunca consegui ficar quieto com ela do lado.

Diz pra ela que ela é meu sonho bom. E que vai ser dureza não ter ligação nenhuma no meu celular pra responder. Coloca um toque personalizado, mas não escolhe nenhuma música especial pra vocês dois. Puxa pruma valsa que ela sabe dançar bem demais. Ela tem um jeitinho de fugir dos meus braços que dá gosto. E não cai na armadilha dela, não. Se enroscar no pescoço dela é perigoso porque você pode ficar ali por tempo demais e se esquecer de olhar bem nos olhos dela. Diz pra ela que eu sei que eles não são castanhos. Os olhos e ela são doces como mel. Dá pra sentir no gosto do primeiro beijo na chuva. E carrega sempre um remédio pra alergia na carteira. Dá pra prevenir os olhos dela de lacrimejarem por algum motivo bobo. Cuida bem pra ela não chorar, viu?

Diz pra ela que eu guardei os ingressos do nosso primeiro cinema e que ontem tava passando o filme na Sessão da Tarde. Ela é meio egoísta durante o sono. Diz pra ela que eu sinto falta das conchinhas e que até parei de reclamar da dor nos braços. Abraça forte sempre que der e escreve uns poemas também.  Garanto que ela vai te inspirar a escrever um livro inteiro.

Diz pra ela que eu soluço só de pensar em como vai ser daqui pra frente e que o meu norte foi embora junto dela. E diz também que eu reconheço que ela deve ser mais feliz com você do que comigo. Diz que eu não me conformo, mas vou tentar pensar nisso como um desvio de percurso – e que, até a gente se reencontrar, eu vou tentar garantir a felicidade dela por meio de umas dicas e recomendações que eu vou dar pra você. Ela gosta de beijos molhados e pouca agilidade na hora de se despir. O suor dela tem um gosto bom, então não precisa – e nem pode – ter nojinho com ela. Compra cerveja ao invés de vinho e põe o chinelo dela na entrada pra ela se livrar logo do salto quando chegar. Não trabalha muito até tarde porque ela vai depender de alguma atenção sua pra ter certeza de que fez uma escolha justa em me deixar.

Cuida bem dela e diz pra ela que um dia a gente se encontra se ela resolver que dá pra ser feliz aqui. Mas se ela preferir ficar por aí, faz dela o seu grande amor. Diz pra ela que a solidão só anda doce porque eu ainda penso nela. E dá um beijo de boa noite na testa dela por mim. E não precisa dizer nada depois disso. Ela vai fechar os olhos e se lembrar de mim.

Que seja

Que eu te encontre num dia ensolarado, nublado, chuvoso, com névoa e te diga alguma coisa. Que eu te reconheça no momento exato em que puser meus olhos em você. E que você saiba que houve um encontro ali. Que você esteja vestida de vermelho, amarelo, azul, verde, preto e branco. Que você me ache engraçadinho, pelo menos. Quem sabe tímido, quem sabe babaca demais, quem sabe charmoso, quem sabe eu nem te chame a atenção. Mas que você me veja com bons olhos e eles encontrem os meus. Que eu acerte a cor dos seus olhos numa brincadeira qualquer. E que aí você perceba o quanto eu te enxergo em tão pouco tempo. Que você seja amiga de algum amigo, ou a gerente do banco, ou a colega de faculdade, ou a menina bonita da balada, ou filha da amiga da minha mãe. Que você se encante comigo de alguma maneira. Que você se permita me conhecer melhor e saber que eu sou legal, ou que sou interessante, ou que não tenho nada a acrescentar a você, ou que eu sou um completo egoísta, ou que eu tenho um blog bacana que fala dessas coisas bonitas que as pessoas acreditam. Mas que você não seja um ponto final. Que seja as aspas, as reticências, o parágrafo, o travessão. Que você seja.

Que você saiba como eu sou complicado, ou que eu sou desajeitado, ou que eu sei dançar muito bem, ou que eu piso no seu pé porque não sei andar em linha reta, ou que eu detesto o cheiro de queijo ralado. Mas que você decida ficar e me conhecer mais, seja por curiosidade ou porque acha que pode se encontrar no meio da minha bagunça. Que a gente se conheça aos poucos, aos muitos, aos tantos, aos beijos, aos toques, aos olhares, aos filmes de fim de tarde, aos cheiros de perfume novo, aos dias de dormir de conchinha, aos minutos de ligações intermináveis.  Que você possa contar comigo, possa dormir comigo, possa brigar comigo. Que você não se arrependa naqueles momentos em que a gente questiona o amor, que você tenha orgulho de me mostrar pras suas amigas e que elas tenham inveja de você. Que eu possa te trazer café na cama, te dar um beijo de surpresa, te ver sem maquiagem, te morder até você ficar sem graça. Que eu não seja odiado pelos seus pais, que eles não me chamem de filho, que seu irmão torça pro mesmo time que eu. Que você me queira como pai dos seus filhos, que você se orgulhe de mim, que você esteja linda quando entrar na igreja.

Que eu possa te fazer sonhar. Que eu possa realizar os teus maiores sonhos e te consolar caso alguma coisa dê errado no meio do caminho. Que eu não saia nunca do seu lado, nem quando você pedir. Que os seus dias de TPM sejam lembrados com risadas e justifiquem aqueles quilos a mais que você ganhar com o brigadeiro. Que você chore bastante. Chore de rir, chore de saudades, chore de alegria. Que eu possa garantir que você não vai se machucar. Que o nosso filho tenha os seus olhos, a sua boca, o seu nariz. Que ele me lembre todos os dias de você. Que a gente caia um pouco na rotina e não mude por isso. Que a gente saia da rotina e se encante com algumas aventuras de vez em quando. Que a gente saiba reconhecer o valor da companhia do outro. Que eu te ame como nunca amei ninguém e que você me modifique da maneira que o seu amor quiser.

Nenhuma opção que não seja ficar um pouco mais

Se você se esquecer de pagar a conta de luz e a gente tiver que se enxergar no escuro, com dois pares de olhos de gato, desacostumados a andar no breu, eu viveria de tatoPassaria as mãos até reconhecer os seus detalhes, mapeando o seu corpo em braile como se eu já soubesse ler cada palavrinha do que ele diz pra mim. Mesmo que no fim do dia não tenha nada pra gente comer na geladeira e eu tenha me atrasado, prometido ligar e desligado, ter furado com você na porta do cinema por causa do trânsito e arrancado as suas plantas do vaso pela entrada brusca com o carro, eu juro que vou tentar não gritar alto.

Mesmo que a sua mãe me evite e eu seja grosseiro, dizendo que a comida dela de domingo tem um gosto clichê de segunda-feira que eu odeio, falando alto e atrapalhando o som das coisas que você ouve, esbravejando contra o seu jeito insistente de me dizer coisas que eu não sei ouvir, enrolando o tempo todo pra levar o lixo pra fora ou pra dizer que te amo, eu dormiria aqui. Na sala mesmo, pra te dar uns momentos de paz a sós e perceber que tu faz falta, guria. Que a gente cai nessa roda viva do dia a dia e se esquece de que ficou porque ama, porque sabia que ia ser assim, mas fere. Fere o outro porque é costume de toda essa gente ferir quem se ama. É porque a gente não trava a língua com quem ama – pra bem e pra mal. E eu não travo nada, mas deveria. Deveria segurar as coisas, contar até dez e me lembrar que pra todo estresse do dia, pra todo problema que surge, pra tudo de ruim que der na telha ou nas infiltrações, a gente tá junto.

Mesmo que a gente bata as portas com violência e diga umas besteiras-adagas, feitas pra machucar e arranhar a pele do outro, eu te juro que não iria embora. A gente daria meia-volta quando chegasse ao térreo ou pararia o carro na entrada da garagem esperando o outro gritar pra ficar (e mesmo sem grito voltaria pedindo desculpas). Mesmo que algo parecesse acabar e cavar um buraco entre a gente repelindo cada um prum lado, fazendo com que você não quisesse mais ouvir minha voz ou dormir comigo, tirando a graça das minhas piadas e trazendo bolsas pros meus olhos, eu ficaria. Mesmo que a gente trabalhe até tarde, durma fora alguns dias por causa das viagens, esqueça a comida dos gatos, deixe a torneira ligada e inunde o nosso andar inteiro, mesmo que tudo pareça dar errado e a gente chegue num ponto em que não se suporte mais, eu vou lembrar do exato momento em que pus os olhos em você.

Mesmo com a falta, com a toalha molhada, com a tampa do vaso levantada, com os berros, as crises, a TPM, seus pais, minhas tias, meus amigos idiotas, suas amigas idiotas, os pirralhos do 601, a TV fora do ar, a Velox que não pega tem 40 dias, o contrato atrasado do apartamento, a falta de atenção ou o prato na pia, a calcinha pendurada no chuveiro, as nossas manias irritantes e as escovas de dentes trocadas, mesmo que falte papel higiênico no banheiro e todas essas coisas que dão vontade de desistir da gente, eu não poderia. E mesmo que você me expulsasse, me pusesse pra fora de mala, cuia e sem cobertor, eu te beijaria e voltaria pra dormir do seu lado, apagar a luz e te buscar no tato, desse meu modo nada romântico, ultrapassado e agridoce de dizer que eu ainda vou te amar – mesmo com tudo isso – amanhã de manhã.

Ontem

Feliz aniversário, hoje fez tempos. Segui adiante, vendi suas fotos pra comprar cigarro. Mas não me julgue, afinal você sempre sustentou meus vícios. Aprendi a lidar com as coisas que você deixou pra cuidar, enfim as perguntas se tornaram respostas. Fiquei sabendo que tentou me visitar. Não me mudei, só desisti de esperar alguém bater na porta. Talvez um dia a gente se encontra e você passe lá em casa pra regar as plantas, porque até as flores tão com saudades tuas. Não esquece, você me deve, oito horas de sono.

Guilherme Mello – http://lembrancasinconscientes.blogspot.com.br/

Sem fim

E aqui dentro, igualmente, a verossimilhança que denuncia o brilho dos teus olhos ocultos. Você não passa. Você não sara. Você não finda. Você não seca. Você não cessa. Você não morre.

Brincadeira Séria

Faz de conta 

Faz de conta: você acordou, ligou para o salão e marcou um horário. Na hora do almoço, foi lá e pediu: Corta bem curto. O cabeleireiro não acreditou no que ouvia. Afinal, seus quase cinquenta centímetros de cabelo sempre foram, na sua cabeça (literalmente), uma espécie de atestado da sua feminilidade. Mas agora eles teriam de ser curtos. Para que suas ideias ficassem longas. Ele colocou a mão um pouco abaixo do seu ombro: Mais ou menos aqui? Você segurou a mão dele, levou-a na altura da sua orelha, e disse: Tosa.

Depois você passou naquela loja onde tem uns vestidos moderninhos e coloridos. Você entrou e pediu aquele cor de laranja com borboletas, muito mais curto do que os que você costuma usar. Aproveitou e pediu a sapatilha da vitrine. Arrancou o seu terninho bege, sua camisa branca e seu escarpim marrom. Deixou tudo por lá mesmo, no provador. E quando a vendedora perguntou o que fazer com aquilo, você disse: Queima.

Quando você retornou ao trabalho, uma hora depois do horário de costume, com aquele vestidinho e com os cabelos daquele jeito, a roda em torno de você foi se formando. Uns, animadíssimos. Outros, nem tanto. Alguns reprovaram. Como as coisas já não andavam muito bem por ali, sua chefe lhe chamou no final do dia para conversar, e avisou que as coisas não poderiam continuar daquele jeito, ou ela teria que substituir você. E você disse: Substitui.

Saindo de lá deu vontade de jantar naquele bistrô aonde você acha que só deveria ir no dia do seu aniversário ou outra data importante. Você mal encostou seu carro e já veio o dono da rua, dizendo que eram dez pratas para parar ali. E, como você não deu bola, o homem começou aquela conversinha surrada dizendo, na entrelinha da entrelinha, que um eventual não-pagamento antecipado incorreria em riscos indesejáveis na pintura do seu bólido. Você pegou o celular, digitou três números, mostrou o visor para o homem e, já com o dedo na tecla “ligar”, disse: Risca.

Faz de conta que você chegou em casa e sua filha de dezessete anos estava na sala com o namorado. Você teve que contar de novo a história daquele vestido e daquele cabelo e, como chovia, sua filha sondou se o rapaz poderia dormir ali. E, enquanto jogava no lixo aquela agendinha que você só usava no trabalho, você disse: Pode.

Quando se deitou para dormir, aquele anjo que costuma vir conversar com você antes do sono se empoleirou na cabeceira da sua cama. Elogiou o cabelo, o vestido, a decisão no trabalho, o presente de não-aniversário, o chega-pra-lá no dono da rua, a atitude com a filha. Só por curiosidade, perguntou que bicho havia mordido você. E você, se ajeitando no travesseiro e já desligando o abajur, disse: Nenhum.

No dia seguinte, vendo que eram dez da manhã e você ainda não havia se levantado, sua filha entrou no quarto, vocês conversaram e no final ela perguntou como é que vocês viveriam dali para frente. Com certa ironia, ela arriscou dizer que com as bolsas e os badulaques que você produzia e vendia nos finais de semana é que não seria. E você disse: Sim.

À tarde, você procurou o dono daquele galpão que você havia visto para alugar, perfeito para uma oficina, e fez uma oferta. O homem coçou a cabeça, pediu um pouquinho mais, e você disse: Fechado.

À noitinha, você foi até a casa dos seus avós, assim, de surpresa. E, de surpresa, você os beijou. E quando eles perguntaram o que era aquilo, você disse: Amor.

Faz de conta que foi assim. Faz de conta que foi desse jeito que você virou a mesa. Que resolveu não perder mais tempo, fazer o que gosta e ser do jeito que você, só você, acha que fica mais bonita.
Faz de conta que você morreu. E que alguém lhe deu a oportunidade de voltar para um terceiro tempo.

Então. Agora vai lá e faz tudo de verdade.

De nós nada anoitece

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E na minha cabeça, só penso que é sexta-feira e a gente nem se fala mais.

Somos inexistentes

Não acredito em quase nada que me diz. Gosto das suas histórias, do seu sorriso e do seu cheiro no canto da nuca, quase na curva do ombro, gosto mesmo. Mas não acredito nesse amor. Acho impossível você ter me amado assim, acho difícil eu te amar a qualquer momento… Repudio mentiras e por achar que mente, acabo repudiando você. Não que eu não goste de você, você sabe que não é isso, gosto de você. Minha armadura pra esse tipo de coisa já é forte demais, não me abalo, não cantarolo por sua causa quando acordo e nem choro por causa disso, eu só te observo quieta e penso que somos impossíveis.

Cansaço

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Quero dezembro, pra poder ver o fim. Alguma coisa que acabe e não espere. Quando o ano for embora, talvez leve você junto.

Não demora

Não se sabe, mas se supõe que uma pessoa que some se encaixa perfeitamente com outra que sente saudade.

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Raianne Senna

Abrir a geladeira pra pensar

 

Ultimamente tenho aberto a geladeira para pensar . É estranho eu sei, você vai dizer que não faz o menor sentido. Mas anda tudo assim um tanto quanto complicado demais para o meu gosto, que parece que quando eu abro a geladeira e sinto aquele friozinho os pensamentos esfriam também. Não tem sido nada fácil. Parece que quanto mais eu quero não pensar nas coisas mais vontade de abrir a geladeira me dá. É assim, acontece no meio da noite, no meio do filme na TV, antes de ler um livro, durante a leitura do livro, não tem hora certa. Nem lugar. É complicado, imagine você com vontade de abrir a geladeira na casa dos seus amigos enquanto todos conversam sobre a ultima sexta -feira? Você pede licença, vai até a cozinha do seu amigo e abre a geladeira. E fica lá, parada, com os olhos na caixinha de leite desnatado. Mas é assim mesmo. Simplesmente acontece. Uma necessidade de abrir a geladeira e esfriar você. Eu disse você? Não não , eu quis dizer os pensamentos. Talvez você pense que isso é só uma metáfora, essa coisa de abrir a geladeira, mas não é, isso acontece. As vezes tomo um gole d’agua, assim no gargalo mesmo, acho que para ajudar a engolir sabe? Eu sei , você sempre sabe, você sempre entende, não é? Queria poder ser assim, igual você, entender tudo e continuar seguindo, sem ter que usar geladeiras para pensar.

 

Mariana Kralco

Veja só que coisa

 

“me bateu uma vontade insuportável de te abraçar e poder te desejar todas as coisas boas que você merece, e até mesmo as que você nem merece.”

 

Maria Rita

Eu não poderia.

 

“Nunca desista de algo que você não pode passar um dia sem pensar.”

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Unknown

Não pense que vai dar errado. O que pode dar errado já aconteceu antes.

 

“Danço sob uma chuva quente de primavera e não tenho relógio no pulso, para não sentir o tempo passar por mim. Vem você também, deixe o ritmo dessas gotas molhadas tocar seu corpo. Esqueça esse roteiro que te promete uma vida sem defeitos. Olhe no brilho profundo dos meus olhos e tente ver minha felicidade. Tente sentir comigo esse momento bom. Dê-me sua mão, ainda temos tempo. Está fora de moda resistir a tanto, escute a minha voz e deixe-me ensinar você a dançar e esquecer o mundo. Foge comigo agora.”

 

graf-fite.blogspot 

Título: Carpinejar

Anestesia

 

Se um ogro xingar alguém na rua, e todos olharem com reprovação, beleza, estamos caminhando para que os ogros sejam eliminados pela seleção natural; mas quando o ogro ganha torcida e coro de “força e honra”, aí meus amigos, fujam para as colinas, porque os eliminados pela seleção natural somos nós.”

 

Patrícia C.

Alguns casos. Boa parte deles.

 

Não pense que o amor verdadeiro será aquele que passa a mão na sua cabeça e acha lindo tudo o que você faz por aceitar a missão indigna e injusta de te amar como você é. Não creia que em uma relação em que tudo é aparentemente perfeito reina o amor incondicional e a harmonia. Aposto mais em: a) falsidade conformista, b) estar com alguém por interesse, ou, no que é ainda um pouco mais triste, c) alguém egoísta se relacionando com alguém frustrado.

É isso o que você quer?”

 

Ruleandson do Carmo

Nada maior

 

Quando se diz TE AMO é como se disséssemos ‘olha, isso é o máximo que eu consigo dizer’.  “

 

Valentino Leo

Fluescência

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Fierce People

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Pensar Longe

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Lembranças Inconscientes

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