Corpos Outros

Porque somos todos pedaços alheios.

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Dois é bom

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Seja através de clichês cinematográficos ou de prosa da mais alta qualidade, a verdade universal é que só o amor nos humaniza de fato. Pode-se gostar ou não desta ideia, ela pode ser claustrofóbica pra uns e libertária para outros, mas o mundo dá voltas e voltas e chega sempre neste ponto, o de que o amor é mais importante que o dinheiro, que o sexo, que a beleza, ainda que tudo isso seja ótimo também. Mesmo com uma vida recheada de acontecimentos, se estivermos ocos, não veremos muita graça em nada. Poderemos até parecer inteligentes, modernos, sofisticados… mas só o amor responde às nossas indagações – indagações que podem também ser divertidas, inspiradoras, transgressoras, blá, blá, blá… mas ainda irrespondíveis sem amor. Sem amor, neca. Sem amor, babus. Sem amor, o resto é consolo.

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Até o fim. Até o fundo.

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Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz de novo.

Deixa ser como será

eu penso conforme o tempo

eu danço conforme o passo

eu passo conforme o espaço

eu amo conforme a fome

eu como conforme a cama

eu sinto conforme o mundo

mas no fundo, eu não me conformo

Me diz que é de verdade

E então eu assumiria as consequências, não importam quais fossem. O nomezinho disso: vida. É sempre uma incógnita, portanto não vale a pena tentar fugir das decepções ou dos êxtases, eles nos assaltarão onde estivermos. Se você for uma garota boba como eu fui, acorde. Ninguém é muito areia pra ninguém. Pessoas aparentemente especiais se apaixonam por outras aparentemente banais e isso não é um trote, não é uma pegadinha, não é nada além do que é: um inesperado presente da vida, que todos nós merecemos..

Me perco um pouco mais

 

Porque o que me resta de sanidade me avisa: estou pirando, eu sei.

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Martha Medeiros

Não é para chegar, é uma carta de ficar

 Para mim e para você, escrevo que, daqui onde me encontro,

você está longe e perto, e eu estou sozinho e não.

 Do que sinto, aviso que é forte mas não perigoso,

é como um grande lago sereno,

eu sou o píer, quase me precipito,

você é todo o resto, toda a água, tudo que há.

Mas somos dois e em vez de par, somos ímpares.

 Estou possuído por você e ao mesmo tempo permaneço impermeável,

amo a seco, e rendido.”

Martha Medeiros em Cartas Estraviadas e outros poemas 

 

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